S/a Pálpebra da Página

Março 12, 2007

Da Pintura – VII (3ª parte)

Arquivado em: Arts — casoual @ 4:50 am
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Gabriele Münter, A Casa Russa, 1931

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Um pintor muito próximo de Gabriele na abordagem da paisagem era outro dos seus amigos do grupo que se reunia em Murnau: Jawlensky. Quase a mesma simplificação de imagens, a predilecção por um certo mistério, as cores aplicadas em manchas audaciosas.
Estes foram os anos de ouro de Münter, quando punha à disposição a sua casa de Murnau. E no centro de tudo, a energia inquieta e a inteligência de Kandinsky.
Em 1909, Kandinsky organizou a Nova Associação dos Artistas de Munique. Gabriele era seu membro, evidentemente; e Jawlensky, e Franz Marc, um pouco mais tarde. Dois anos depois, reagruparam-se sob o estandarte do Cavaleiro Azul e montaram a sua primeira exposição, um dos marcos da pintura moderna: Kandinsky, Marc, Macke, Münter, 43 quadros que viajaram para Colónia com grande aclamação.
Foram 3 anos de realizações e felicidade, apenas 3 anos. A Grande Guerra iria pôr-lhes fim. Kandinsky viajou para a sua terra natal, a Rússia. Marc e Macke foram mortos em combate. E Gabriele ficou sozinha na sua casa em Murnau. Durante muitos anos, nada pintou. Depois recomeçou. E o tema era… a casa. Onde vivera anos de alegria. Onde estava só.
Nunca deixou a «Casa Russa» em Murnau. E foi aí, em 1962, que Gabriele faleceu, com a idade de 85 anos. E um lugar na história da arte do século XX.

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