«A ocupação preferida e a mais inventiva da criança é a brincadeira. Talvez tenhamos o direito de dizer que a criança que brinca se comporta como um poeta, na medida em que cria um mundo próprio para onde transporta, mais exactamente, as coisas do mundo em que vive segundo a nova ordem das suas conveniências. Seria pois injusto dizer que ela não toma este mundo a sério. Pelo contrário, ela leva muito a sério a sua brincadeira e precisa de grande quantidade de afecto. O contrário da brincadeira não é a seriedade, mas a realidade.», S. Freud, Gesammelte Schriften, X t., “Internationaler Psychoanalytischer Verlag”, tradução de Carlos Sousa de Almeida
Segundo R. Caillois, os jogos têm uma vocação social: o agôn, o alea, a mimicry, o ilynx. Joguemos, pois, na companhia uns dos outros.
PS: quando iniciei este blogue, solicitei a várias pessoas (que não conhecia) uma pequena contribuição para esta reflexão e cujo mote foi: «Isto da Blogosfera». Pode ser lida aqui: Mote – II - III – IV – V – VI – VII – VIII – IX – X.
Imagem: Shuntei Miyagawa, Creeping Behind, Children’s Customs and Manners
1 Comentário(s)
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Carlinhos, os jogos cênico e lúdico são inerentes ao Homem, mas com o passar do tempo, para o seu próprio pesar, ele esquece.
Eu, como mãe postiça, valorizo toda e qualquer brincadeira que meus filhotes criam. Existe uma mágica faiscante em seus olhos que os/me estimula. Saber-se dono da brincadeira, torna-os donos de seus castelos, pessoas seguras em sua sensibilidade. Mais do que vocação social, os jogos têm vocação estrutural na conformação do ser enquanto pessoa.
Beijo.