paris
claudia cardinale
la dynamite le bistrot guide de restaurants
boisson typique whisky haverá sem dúvida um museu
de nostalgias neste mundo derrotado há rasgos dignos de menção
ligações aos mortos quem disse como disse para as novas gerações
há contadores maiores e menores eu tenho um directo sou mais sectário
que Deus Padre meio quimérico vibro com a divindade lembram-se
do hino aos sapos do chevremont eu digo conto cito um naco
os sapos conversam com a noite os sapos gritam aos cães da bruma os sapos cantam à ronda negra das árvores … acamaradam com os morcegos acompanham o tumulto da humanidade e são apesar de tudo felizes sabem
que o homem existe mas não o chamam
os sapos apercebem-se que uma coisa nova acaba de nascer…
dizia isto eram zero horas e quarenta e três minutos e cinco não e seis segundos bem
já passou o tempo colhe-nos e há que confessar antes que porque ele nos colhe ou será que tolhe gosto da leni riefenstahl da luz azul da geometria dos territórios mênstruos com seus paus/força não sabem não quero lá saber da entrevista de um e ele
disse
digo dos homúnculos que histeriam aborto sim aborto não quando estou em mim
é o caso aqui vai uma confissão perdão uma ficção conhecem o antónio duarte escultor pois olhe menina eu gosto gosto daquela figura fantasmática do pascoaes de um tipo que diz é preciso ter muito cuidado com a tese em arte um tipo que diz isto dorme no meu pensamento mas desviei-me
afastei-me
tomei outros caminhos do que vos queria falar era de tudo
isto e do denis de rougemont la part du diable não está na moda mas existe e
age e manifesta-se diria kierkegaard inocentemente pela participação do poder divinizado do ANÓNIMO
tudo em troca
do reconfortante vazio do ser permitindo-lhe confundir-se na própria multidão
existe
mas não é outro dia continuo a conversa
Imagem: Françoise Schein, Les anges




