Escrever é descerrar o tempo:
entra-se descalço, um nó
na garganta, uma pedra
de neve e brasas.
Entra-se nele e
a palavra nada ergue. Eis:
um corpo-a-corpo
com o silêncio.
E então sabemos
que a boca é dissoluta.
Porém, caminhamos,
a compasso, entre um
passo e outro
passo.
Imagem: Witold-K, litografia



