Composición (predominantemente ) natural
con cierta intención o co(i)nci(d)encia estética
armónica o naïve, romántica o siniestra
vivida o espectral
o bigarrada o escueta
― donde la o no excluye: acumula ―
en todo caso
pampa con árbol
mar en tempestad
regadio suizo con tractor al fondo
muralla almenada y en sesgo, en ojival recuadro
campo verde ondulado y caserio
roca roja
tierra negra de hulla
hierro
alquitranada autopista
verde olivar intenso / troncos de un marrón calcinado
vaca
puesta del sol
- sobreimpresa quizás
un poco demasiado cerca mi cara
en el cristal ―
nubes, nubes
manada morosa por el llano azul
y abajo
como una tela marcada por un sastre
― punto flojo ―
trapecios de tierra arada
amarillo reseco
terracota
gris
asfalto
un poco más : granito
[…]
O poema pode ser lido na íntegra aqui.
Mercedes Roffé, Definiciones mayas, New York, Pen Press, 1999, in Terres de femmes, (onde podem ler-se mais informações s/a autora, bem como versões do poema em francês e inglês), em 02/11/08. Un grand merci, chère Angèle Paoli.
O renovado interesse, literário e artístico, pelo tema da paisagem partirá da constatação de que o homem precisa de (re)orientar-se na actual situação em que categorias como o tempo e o espaço se tornam cada vez mais problemáticas? Poderá a pintura de paisagem ser avaliada em termos de similitude empírica com o mundo visível?
O pintor Caspar David Friedrich dizia que o pintor não deve pintar apenas o que os seus olhos vêem como órgãos físicos. Ver uma paisagem exigiria, pois, alguma distância do objecto observado. Chamemos-lhe, para começar, uma atitude estética.
Imagem: Caspar David Friedrich, A árvore solitária, 1822, óleo s/tela




