Versões:
A primeira
gosto do meu corpo quando está com o teu
corpo. É uma coisa tão integralmente nova.
Melhores músculos e mais nervos.
gosto do teu corpo. gosto do que ele faz,
gosto dos seus modos. gosto de sentir-te a coluna
e os ossos, e o tremor
-sólido-macio que beijarei
uma e outra vez,
gosto de beijar-te aqui e ali,
gosto de acariciar lentamente, a pelugem
da tua pele eléctrica, e aquilo que acontece
ao romper da carne… E os olhos grandes migalhas de amor,
e talvez goste do frémito
por baixo de mim de ti tão completamente nova
E. E. Cummings, «Complete Poems, 1904-1962», Sonnets-Realities, VII, de & [AND], 1925, ed. George J. Firmage
Versão de Carlos Sousa de Almeida
Imagem: Man Ray, Primat de la Matière Sur la Pensé, 1932




