S/a Pálpebra da Página

CONTA-ME UMA HISTÓRIA (Registos áudio)

radiodays

Retomando o hábito da leitura pública.

Curiosidades: Byron, Romeu e Julieta, Montecristo são marcas de charutos muito conhecidas. Sabia que em Cuba, desde o século XIX, os operários das fábricas de charutos ouviam ler romances enquanto trabalhavam? E que é por isso que os nomes das maiores marcas de charutos cubanos têm origem nos seus livros, autores ou personagens preferidos? Ora espreite «The lector de tabaquería

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Conheceis o conto do Miguéis, «Ele era o nosso paizinho». Por certo que sim. Apenas estou a recordá-lo, seguramente. O que vos peço é uma coisa simples: quando ouvirdes «o marechal Ora», dizei em voz alta para convosco: Orapronóbsky. E o mesmo para «os esbirros da Zigu»: Ziguranza. E ainda «o General Papa»: Papamôskowitz.

É que eu desmancho-me a rir  ao imaginar as figuras. A propósito, a actualidade terá mudado assim tanto? Com um pequenino esforço de transposição, vá lá!

Francis Alÿs, Cuentos Patrioticos, 1997

Francis Alÿs, Cuentos Patrioticos, 1997

O fundo musical é de Francis Lai para o filme Bilitis, de David Hamilton. Estou quase tentado a concordar com o  Nietzsche do Eterno Retorno.

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«Leitura de excertos de Os Bons Velhos Tempos da Prostituição em Portugal, «Dona Filipa de Lencastre e as Pegas», XXII, de Alfredo Amorim Pessoa, ilustração musical de Hans Zimmer para o filme King Arthur.

Tecto da Sala das Pegas, Sintra

Tecto da Sala das Pegas, Sintra

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Leitura de 2 excertos de Tratado Lógico-Filosófico e de Investigações Filosóficas, de Ludwig Wittgenstein, tradução de M. S. Lourenço, 2ª edição revista:

1 – Com ilustração musical de Salvatore Sciarrino, Introduzione all’oscuro, pelo Recherche Ensemble, dirigido por Kwame Ryan.

2 – Com ilustração musical de Malika Kishino, Fluxus Ac Refluxus, Brandenburg Kulturradio/Radio France.

László Moholy-Nagy, Mass Psychosis (Massenpsychose), 1927 Collage of photomechanical and drawn (ink and pencil) elements

László Moholy-Nagy, Mass Psychosis (Massenpsychose), 1927 Collage of photomechanical and drawn (ink and pencil) elements

Nota: Um programa da BBC - Radio 4, In Our Time, de Melvyn Bragg, à conversa com os professores Ray Monk, Barry Smith e Marie McGinn.

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Leitura de excertos de Moby Dick, de Herman Melville, tradução de Alfredo Margarido e Daniel Gonçalves, com fundo musical de sons do oceano e de baleias.

Sam Francis, The whiteness of the whale

Sam Francis, The whiteness of the whale

Notas

Ilustrações:

No Rijksmuseum – «On 19 December 1601, a sperm whale washed up near Beverwijk. Crowds of people came to see the sight. Among them Jan Saenredam, who made this print. He has depicted himself drawing on the left. Men are standing on and around the whale, measuring it. A group of eminent citizens look on. The most important member of this group is Ernst Casimir, Count of Nassau and hero of the war against Spain. Saenredam honoured him with a prominent place in this scene. He also added his name. The count is holding a handkerchief to his nose to ward off the smell of the rotting carcass. Saenredam gave this narrative piece a striking border, recounting all sorts of facts and news relating to the whale.»

Na página do Flickr do BibliOdyssey: mais ilustrações de Jan Saenredam.

E na Rockwell Kent, uma extensa galeria de ilustrações.

Programa da BBC - Radio 4, In Our Time, de Melvyn Bragg, à conversa com Steve Jones, professor de Genética, Eleanor Weston, paleontóloga, e Bill Amos, professor de Genética da Evolução.

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Leitura de excertos de O Animal Quaternário, de Renée Massip, tradução de Ruy Belo, com fundo musical de Remo Giazotto com base na peça de Albinoni, Adagio in G Minor.

Baronesa Gagern representando a Europa

Baronesa Gagern representando a Europa

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Leitura de excertos de Quem Inventou Marrocos, «Sem gasolina em Alcácer-Quibir», de Fernando Venâncio, com fundo musical de Anouar Brahem, Kerkenah, do álbum Barzakh.

Os Marroquinos, Henri Matisse, 1916

Henri Matisse, Os Marroquinos, 1916

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Leitura de 3 excertos de A Pele, de Curzio Malaparte, trad. de Alexandre O’Neill

1 – Com fundo musical de Pietro Mascagni, Cavalleria Rusticana, Acto I, «Prelúdio» e «O Lolam ch’ai di latti la cammisa (Turiddu)», orquestra e coro da Accademia di Santa Cecilia de Roma, Tullio Serafin

2 – Com fundo musical de duas tarantellas

3 – Com fundo musical de Vivaldi, Concerto for Two Mandolins in GR RV532, pelo Kapsberger Ensemble.

«Meditação sobre a obra de Curzio Malaparte

Tem razão Luigi Fiorentino quando define as inquietações do homem italiano e do homem europeu nos dias precursores do nosso tempo, balizando-as no ano de 1902, ou seja, na data em que Benedetto Croce publicava a sua Estetica. Esta precedia em um ano o aparecimento da revista La Critica, através de cuja doutrinação se formariam as mais jovens gerações italianas e europeias, numa docência que ainda não terminou. Pois é neste clima de não aceitação do quotidiano que teremos de radicar a atitude que acompanhou, ano após ano, toda a obra de Curzio Malaparte e, porque não dizê-lo, toda a vida do homem público que, civilmente, se chamava Kurt Eric Suckert e que literàriamente, após un duello mortale, expresso e testemunhado em Il Brigante Letterario, haveria de se chamar Curzio Malaparte. Este o poeta. Suckert, o escritor de política. O poeta mataria o político. Mas, ao mesmo tempo, libertaria o homem. E é do homem que importa, que interessa falar. Porque toda a obra de Malaparte é um diálogo trágico em torno do destino do humano que se via assaltado por todos aqueles que tinham uma receita para dar solução à problemática que, ontem como hoje, arregimenta multidões, deslumbra multidões, catequiza multidões, alienando nelas o que de mais precioso a multidão tem no plano individual: a liberdade. A luta pela liberdade é a grande batalha, o grande combate que Malaparte travou em toda a sua obra. E toda a sua obra é um reflexo objectivo da sua vida, vivida perigosamente (como ensinava o decálogo fascista), mas contra o fascismo, sobretudo a partir do momento em que a Marcha sobre Roma se transformou numa marcha a caminho dos empregos rendosos que uma vitória política proporcionava aos jerarcas. E o primeiro a experimentar as consequências de tal estado de coisas é, exactamente, Malaparte, ainda quando se afastava dos círculos de pressão ou de influência romanos, em Paris podia lançar o alarme que está presente em Técnica do Golpe de Estado.

O diagrama da sua actividade está bem patente na sua obra. Sobretudo nos títulos da sua obra. Repare-se que esses títulos são como se seguem: La Rivolta dei Santi Maledetti, L’Europa Vivente, Italia Barbara, Avventure di un Capitano di Sventura, L’Arcitaliano, Sodoma e Gomorra. Repentinamente, os títulos e os textos deixam de ser escritos em italiano: Technique du Coup d’Etat e Le Bohnomme Lénine. [...]» Amândio César, A Pele, Edição Livros do Brasil, s/d

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Leitura de excertos de «Futebol e Jornais Desportivos Têm Muito Público… Porquê?», de Ruy Belo, com fundo musical de Strauss, Danúbio Azul

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Leitura de excertos de O Livro de San Michele, de Axel Munthe, trad. de Jaime Cortesão, com fundo musical de Samuel Barber, Adagio for Strings, op. 11:

 Capri. Strada di Anacapri. Giuseppe Morgano. Capri - Birreria zum Kater Hiddigeigei. 6 Ediz. Artistica Richter & C.

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Leitura de excertos de «O Segredo dos Índios», Caatinga e Terra Caída, de Vitorino Nemésio, com fundo musical de Tilopa, Out of the Blue:

Différentes formes de huttes des sauvages bréziliens [brésiliens]. (1834-1839)

J. B. Debret, Diferentes formas de choças dos selvagens do Brasil, (1834-1839),

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Leitura de excertos de O Canto Nómada, de Bruce Chatwin, trad. de José Luís Luna, com fundo musical de Jay Kishor, do álbum Malkauns

Aos 20 anos, Bruce Chatwin trabalha na Sotheby's

Aos 20 anos, Bruce Chatwin trabalha na Sotheby's

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Leitura de excertos de «O país das Amazonas», O Rio Comanda a Vida, Uma interpretação da Amazônia , de Leandro Tocantins, com fundo musical de Ennio Morricone, The Mission

Honoré Daumier: Die Amazonen

Honoré Daumier: Amazonas

Nota: Para uma iconografia das Amazonas, vide Amazon Research Center

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Leitura de excertos dos contos «A Praia» (acima), com fundo musical de James Last, The Lonely Shepherd, Instrumental e Romance

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«Homero» (abaixo), com fundo musical de Ennio Morricone, Finale, The World, Once Upon A Time In The West

de Sophia de Mello Breyner Andresen, in Contos Exemplares

Luís Noronha da Costa
Luís Noronha da Costa

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Leitura de excertos de Sedução, de Marmelo e Silva, com fundo musical de Tilopa, do álbum By The Way

Composição c/Adão e Eva
Composição c/Adão e Eva

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Leitura de excertos de Retrato Breve de JB, segunda edição, revista e aumentada, de João Camilo, com fundo musical de G. Verdi, da ópera La Traviata, «Prelúdio» e «Dell’invito trascorsa e gia l’ora?», por Ileana Cotrubas, Placido Domingo e Sherril Milnes.

Salvador Dalí-Gôndola surrealista sobre bicicletas em fogo, c. 1936

Salvador Dalí, Gôndola surrealista sobre bicicletas em fogo, c. 1936

Nota: José-António Moreira [Sons da Escrita] dedica três programas a João Camilo que podem ser ouvidos em Podcast: o 157, o 158 e o 159. _______________________________________________

Leitura de excertos de Escritos no Deserto, de Isabelle Eberhardt (trad. de Miguel Serras Pereira), com fundo musical de Abdellaziz Abdellah, Alla, do álbum Les Sables d’Or _______________________________________________

Leitura de excertos de «Ordálio», 13 Contos de Sobressalto, de Luísa Costa Gomes, com fundo musical de Vivaldi, Sinfonia a 4 «Al Santo Sepolcro» RV 169, Berliner Philharmoniker, Herbert von Karajan.

Georgia O'Keeffe, Black Door with Red
Georgia O’Keeffe, Porta preta com vermelho

Notas: Um artigo enciclopédico da autora sobre Portugal, um guia imprescindível para o visitante desse curioso, cómico e longínquo país. Tudo o que é preciso saber sobre a sua paisagem, geografia física, regime político, cultura, economia, gastronomia e anedotário.

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Leitura de excertos de Dedicadamente Sua, de Armandina Maia, com fundo musical de George F. Handel, da ópera Xerxes, (I acto), «Ombra mai fu», por Jennifer Larmore, e Henry Purcell, da ópera Dido e Eneias, (III acto), «Thy hand, Belinda» (Dido), por Tatjana Troyanos.

Ângelo de Sousa-s/título

Ângelo de Sousa-s/título

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Leitura de excertos de Cortes, «Tetralogia Lusitana», de Almeida Faria, com fundo musical de Júlio Pereira, O Meu Bandolim.

Mário Botas

Mário Botas

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Leitura de excertos de O Silêncio, de Teolinda Gersão

Lima de Freitas, Água

Lima de Freitas, Água

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Leitura de excertos de Educação e Memória de André Maria S., de Teresa Salema

Arthur Dove, Red Sun
Arthur Dove, Sol vermelho

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Leitura de excertos de Lisboa no Ano Três Mil, de Cândido de Figueiredo, com fundo musical de Nikos Mamangakis para o filme de Edgar Reitz, Die Zweite Heimat (Abertura).

António Dacosta, Tau ou Os Porcos do Retábulo de Issenheim, 1990
António Dacosta, Tau ou Os Porcos do Retábulo de Issenheim, 1990

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Leitura de excertos de A Ilha Está Cheia de Vozes, de João Medina, com fundo musical de Pink Floyd, The Wall Live.

Peter Breughel, Paisagem com a queda de Ícaro

Peter Breughel, Paisagem com a queda de Ícaro

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Leitura de excertos de O Rei dos Lumes, de Américo Guerreiro de Sousa, com fundo musical de José Nunes e Francisco Carvalhinho, Guitarradas (Um Século de Fado), «A Rapsódia Nº 1», «Fado Quina» e «Recordação».

António Botelho
António Botelho

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Leitura de excertos de «Casa de Regeneração», O Homem da Ilha e Outros Contos, de Maria Ondina Braga, com fundo musical de «Proprium missae in Epophania Domini», Graduale: Omnes de Saba venient (canto gregoriano), dos monges da abadia beneditina de Münsterschwarzach.

Notas: 1 – O Colégio da Regeneração em Braga, fundado por João Pedro Airosa, o único monsenhor especializado em têxteis:

«[...] O Colégio de Regeneração foi fundado em 1869 e situava-se primitivamente na Rua do Areal, nos arredores de Braga, denominando-se então Casa de Abrigo. Em 1871, dada a exiguidade das instalações iniciais, que foram abandonadas, a instituição arrendou a Casa da Armada, na freguesia de S. Victor. Pouco depois, em 1874, registou-se nova deslocação para um outro espaço, a Casa do Avelar de Baixo, na Rua dos Pelames. Foi neste último ano que o Colégio estabeleceu os seus estatutos e passou a receber esta designação.

O artigo 2 desses estatutos estabelecia assim a finalidade do Colégio – “O fim do Collegio é retrahir do caminho de perdição e rehabilitar religiosa e civilmente as pessoas do sexo feminino extraviadas e sem meios de subsistencia.” [...]» in Blog da Rua Nove

2 – Maria Ondina Braga, o blogue dedicado à autora por José António Barreiros.

3 – Bibliografia: Œuvre de Maria Ondina Braga, Textes épars, Traductions de livres étrangers, Contes et nouvelles de l’écrivaine traduits en langue étrangère, Entretiens avec l’écrivaine, Travaux sur l’oeuvre de Maria Ondina Braga, Anthologies et autres ouvrages comprenant des pages de/sur l’écrivaine, in L’Echo du silence et les reticences de l’écriture dans l’oeuvre en prose de Maria Ondina Braga– Approche psychocritique, Filomena Paula PEREIRA IOOSS, THESE DE DOCTORAT, sous la direction de Madame la Professeure Michelle GIUDICELLI, Université Paris IV-Sorbonne.

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Leitura de excertos de Até Hoje (Memórias de Cão), de Álamo Oliveira, com fundo musical de Tony de Matos, «Cartas de Amor» e «Só Nós Dois é que Sabemos».

Almada Negreiros-Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, fot. Mário Novais, 1943-1945
Almada Negreiros, Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, fot. Mário Novais, 1943-1945

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Leitura de excertos de «Tempestade!», Naufrágios, Viagens, Fantasias & Batalhas, II Parte, Diante da Morte, coordenação, prefácio, leitura do texto e notas de João-Palma Ferreira, com fundo musical de Fausto, «É o Mar que nos Chama» e «Por Este Rio Acima», Por Este Rio Acima.

Ex-voto, 1790
Ex-voto, 1790

Notas: Cf. Nuno Barreiros, História Trágico-Marítima, cantata que Lopes Graça escreveu sobre o poema de Miguel Torga, Diapasão, Discoteca Básica Nacional/SEC: I - IIIII

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